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quarta-feira, 27 de agosto de 2014

[Venda] Contra baixo Ledur (Feito por Luthier)


Contra-baixo (feito por Luthier): Ledur Felino Bass - 6 cordas (R$ 3000,00) / semi -novo e "revisado" / acompanha: Bag semi -rígido, talabá/correia e chaves de regulagem...excelente instrumento!!! Corpo: cedro do Pará Top (frente): canjerana Braço: sucupira / marfim imperial Escala: rosewood Largura da escala: 56mm no capotraste e 92mm no final Medida da oitava: 33,5" ou 85 cm Nº de Trastes/Tipo: 24, jumbo Marcação da Escala: superior Captação: SEYMOUR DUNCAN®, ASB-6S phase I (ponte e braço), soapbar Ponte: Ledur, em latão maciço e tratado Tarraxas: Gotoh®, blindada Cor das Ferragens: dourada Elétrica: volume, volume, grave, médio, agudo, com 01 chave ON/ON (ativo/passivo)

domingo, 3 de fevereiro de 2013

CUPIM





Essa é uma Craviola Giannini da irmã de um grande amigo e cliente, já havia feito reparos nesse instrumento, e em muito me agrada o som desse raro exemplo de esmero da industria nacional dos anos 70. Infelizmente foi infestada de cupins, o animal mais desprezivel, um destruidor de madeiras nobres (se fosse extinto não ficaria triste). Fiz um trabalho de exterminio e estou esperando a secagem da craviola para dar início a restauração das partes afetadas (+ou- 50% do fundo e boa parte das ilhargas e cantoneiras). O tampo não foi afetado, e o braço está intacto, espero ter boas notícias sobre esse instrumento para postar aqui em breve.
Não brinque com esse verme nojento, ele trabalha rápido, ao primeiro sinal daquele pózinho característico da presença deste monstrinho, procure um profissional.

terça-feira, 17 de abril de 2012

Guitarra Classica Suguiyama




Instrumento fabricado no ano de 1981, detalhes sobre o instrumento a consultar. Preço R$8300,00 interessados postar comentário.

quarta-feira, 4 de abril de 2012

ESQUEMA ELETRÔNICO PARA GUITARRAS TIPO LES PAUL E SG


O Esquema eletrônico a seguir, solicitado por um visitante do blog é fornecido pelo site www.seymourduncan.com , e possui um padrão de fios com cores para separar as bobinas do captador, mas você pode fazer a soldagem dos fios como no pequeno quadro abaixo do lado esquerdo que mostra um fio no padrão da Gibson. Considere o fio preto dos captadores na imagem sendo positivos e os fios verde/malha sendo o terra. Segue também uma foto de um esquema eletrônico novo que a Gibson está usando nas guitarras mais recentes, só por curiosidade...

sábado, 3 de março de 2012

PEDAL BOSS FDR-1




Preço R$350,00 interessados comentem.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Resposta para instalação de conector xlr para violão

Cara, a instalação do violão que eu te falei é essa...
Detalhe, o tal violão é made in China... matou a pau... pena que não dá pra ver o caminho do sinal na placa, é muito pequena, melhor você seguir aquele esquema do terra no pino 1, o sinal no pino 2 e o neutro da bateria no pino 3. Abração!!!

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

STRATOCASTER AMERICAN VINTAGE 57 DE 1989




Reedição da famosa 57 com captadores Kinman(Australianos), escala maple shape "C"(normalmente se encontra em "V" para esse modelo), corpo em alder e eletrônica customizada, com um volume um tone e um comutador para misturar os captadores ponte/braço no lugar do segundo tone, case original R$5000,00 interessados postem em comentários.



segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Eletrônica da Stratocaster


Essas fotos e o esquema que peguei emprestado no site www.seymourduncan.com são para esclarecer as duvidas de um amigo anônimo que anda as voltas com uma eletrônica "destroçada", cara, tem dois tipos de chaves comutadoras para pick-ups nesses exemplos, o esquema usa uma chave tipo Fender original, as fotos usam uma chave do tipo circuito impresso, mais comuns nas guitarras de linha econômica, a forma de instalação dos cabos da chave Fender original são exatamente como lá estão, já na foto, onde não é possivel avaliar melhor, recomento o seguinte, contando da direita para a esquerda, 1º polo bridge, 2º polo midle, 3º polo neck, 4ºe 5º polos mandada para o potenciometro de volume, 6º polo bridge(normalmente não se usa esse, a não ser que faça um jump com o 7º), 7º polo midle e 8º polo neck. Os polos 7 e 8 são usados para enviar o sinal dos pick-ups para os potenciometros de tonalidade. Isso tudo que vc viu até agora é bem fácil, o que vou mostrar a seguir é que é um desafio
Tres singles, um volume, duas tonalidades com jumper para ponte, inversão de fase do single do meio, on/off para o single do braço e chave mute adaptada na parte inferior do pickguard.


terça-feira, 20 de julho de 2010

REDUTOR DE VOLUME DE ENTRADA (MASTER VOLUME)


Este acessório interessante permite que se aqueça corretamente as válvulas de amplificadores de medio/grande porte, para que se produza um som rico em harmônicos e com toda a capacidade do pré, sem com isso incomodar toda a vizinhança do bairro.Ligue a guitarra ou a saida da pedaleira nele e dele para o amplificador, feche o volume e abra da guitarra e do amplificador, depois gradativamente vá abrindo o "master volume" a partir do um, ou do ponto zero marcado no chassi, de forma a permitir que o sinal chegue no amplificador mais baixo do que seria produzido pela guitarra, detalhe, esse aparelho não altera o timbre da guitarra, devido a um filtro acoplado ao potenciômetro que "sangra" os agudos de forma a permitir que o mesmo não se altere quando reduzido em volume, esse filtro preserva os harmônicos e mantem a timbragem equilibrada mesmo no mínimo volume, não é um true bypass, mas tem o mesmo princípio. A grande vantagem desse acessório é que o prietário do amplificador pode usar os timbres quentes produzidos pelas válvulas nos volumes mais altos em sua casa, sem incomodar a vizinhança.

Faço sob encomenda pelo preço de R$50,00.

domingo, 18 de julho de 2010

POTENCIÔMETROS

Funcionamento

Os potenciômetros usados normalmente em guitarras e baixos são compostos de um eixo giratório no qual é fixado o pino central, fazendo o contacto na resistência com os dois pólos das estremidades , configurando três polos de conecção, visto pelo lado da carcaça, com o eixo para baixo, o estremo direito é o pólo mínimo, o esquerdo o máximo e o central costuma ser a saída, isso levando-se em consideração o funcionamento do volume onde o pino da direita deve ser aterrado para “curtar” o sinal dos captadores e funcionar como um filtro de “zero”, quanto mais o contato do deslizante se aproxima do pólo curtado, menor o volume até zerar completamente. O cabo que traz o sinal, geralmente oriundo da chave seletora de captadores, é conectado no pólo da esquerda, e no pólo central, o cabo de saída, que posteriormente pode ser conectado ao potenciômetro de tonalidade ou ao conector de saída (Jack) dependendo do projeto do instrumento. Os cabos de aterramento dos captadores deve ser soldados na carcaça do potenciômetro para que o efeito funcione, afinal o curto é justamente o contato entre os pólos positivo e negativo dos captadores.

Os potenciômetros de tonalidade funcionam da mesma forma, porém não curtam o sinal, mas o filtram com a ajuda de um componente chamado capacitor, geralmente os capacitores usados nos projetos de instrumentos são os de poliéster, normalmente são usados os de 0.047 milifares para captadores do tipo humbuckers, e de 0.022 milifares para captadores tipo single coil, devido a suas características de corte de freqüências.
São na verdade como portas de passagem, se o sinal vai se aproximando do filtro na resistência do potenciômetro, as freqüências a partir destes valores são gradativamente cortadas do sinal na saída, e mantendo as anteriores, gerando a sensação de mudança de tonalidade de agudo para grave, na verdade os agudos estão sendo suprimidos.
Existem duas formas de ligação dos cabos no potenciômetro de tonalidade, uma é feita usando um cabo que vem do sinal do pólo esquerdo do volume para o pólo direito da tonalidade, uma das “perninhas” do capacitor é soltada no pólo central e a outra no terra, igualmente ao volume o contato do terra do captador deve estar soldado a carcaça, portanto, solde um cabo da carcaça do volume para a da tonalidade, o pólo esquerdo fica vazio.
A outra forma de ligar a tonalidade, é ligar uma das pernas do capacitor no pólo esquerdo do volume(sinal de entrada) e a outra no pólo central da tonalidade, lembrando de curtar um dos pólos da tonalidade para que funcione, pois o curto anula o efeito do capacitor, mantendo as freqüências, e o pólo vazio gera o efeito, solde também um terra do volume para a tonalidade.

Valores e padrões

Os valores dos potêciometros para os captadores tipo single coil geralmente são os de 250 k e os captadores tipo humbuckers usam os de 500 k essa diferença é embasada no fato de que os captadores single coil são mais extensos em termos de faixa de freqüência respondendo mais graves médios e agudos, já os humbuckers “limam” algumas freqüências agudas onde o humming se encontra, isso diminui drasticamente o ruído, e por terem duas bobinas e serem mais potentes o uso dos pots de 500 k equilibram mais o seu funcionamento. Ex., um humbucker usando um pot de 250 k pode “embolar” o som, mas os singles ficam bem tanto com os de 250 k quanto com os de 500 k , mas respondem melhor com os de 250 k.
Recomenda-se usar no volume potenciômetros do tipo logarítmico, que se apresentam da seguinte forma A250k ou A500k, e na tonalidade dependendo do tipo do captador, pode ser logarítmico ou linear, o linear se apresenta com B250k ou B500k.
Potenciômetros logarítmicos são mais inteligíveis e sua progressão, entenda-se que o ouvido humano funciona logaritmicamente em relação aos decibéis, eu particularmente gosto dos logs para volume e tonalidade.

sábado, 27 de fevereiro de 2010

Esquema para instalação eletrônica da Stratocaster




Oi Amandio, ai está o esquema eletrônico, o fio terra que vai pra chapa das molas do tremolo não está assinalado pois esse esquema prioriza a instalação dos fios do captador, então lembre-se de que deve haver um fio que sai da carcaça do potênciometro de volume para a parte de trás da quitarra, onde ficam as molas. Você poderá reparar que há um detalhe a mais na instalação assinalado em uma caixa de informação, esse detalhe disponibiliza mudança de tonalidade para o captador da ponte, possivelmente a sua não deva ter esse jumper, mas não há nenhuma outra alteração em relação a sua. Na duvida, não mexa na eletrônica, procure um profissional, se bem que a verificação não fará mal, e vc já terá o diagnóstico do problema. Gostaria de agradeçer a equipe de construção do site da Seymour Duncan, que com carinho e atenção disponibilizam todos os esquemas eletrônicos possíveis e imagináveis. Onde fui buscar essa informação para voçê amigo Amandio, espero que te sirva e solucione seu problema. Grande abraço!!!

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Cubo Roland DB500 160 Watts

Cubo para baixo da Roland, um dos primeiros do mundo a utilizar-se de um sistema digital de emulação de timbres, Cosm Amp Modeling Technology. Nunca saiu da casa do proprietário, e sempre foi usado em baixo volume, estado de zero!!!! Preço R$ 2000





Fender Telecaster American Standard

Numero de série N901786 acompanha bag. Preço R$ 3.800,00





segunda-feira, 21 de julho de 2008

CAIXA ACUSTICA FENDER SUPER SONIC




Caixa acustica Fender Super Sonic nova R$ 3000,00. Interessados, favor postar comentários.

O amplificador é só ilustrativo, já foi vendido...

segunda-feira, 21 de abril de 2008

CURSO/WORKSHOP DE MANUTENÇÃO EM GUITARRAS


Curso de manutenção em guitarras tipo strato/tele, lesPaul/SG em oito aulas práticas de 2 hs. cada. Turmas em duplas ou individual, preço do curso R$ 1520,00 por aluno, podendo-se pagar em duas vezes de R$760,00, uma entrada e o restante em 30 dias. Local do curso: Rua Visconde de Pirajá, 303 sala 316, Ipanema RJ, Escola de Musica e Produções In Concert, ministrado por Mário Alves, luthier especializado em manutenção de instrumentos de cordas em geral desde 1999. Contatos pelos tel. 2287 5136 e 99812 2829 em horário comercial.

OBS.: Peço aqueles que haviam verificado o preço do ano passado, (R$800,00) que entendam que esse valor era pra ser ajustado desde 2012, e não o fiz para estimular a demanda de alunos, infelizmente a atual situação econômica me obriga a fazê-lo equiparando com o preço da hora/aula das aulas de música aqui na Escola In Concert.
Desde já agradeço a compreensão de todos,

Mário Alves.

sábado, 5 de abril de 2008

PEDALEIRA YAMAHA DG STOMP / MANUAL EM PORTUGUÊS


Manual em Português para a pedaleira Yamaha DG - Stomp. Formato de apostila com espiral e encadernamento plástico. R$ 60,00. Para saber como comprar, faça comentário a respeito nessa postagem. NÃO EXISTE ESSE ARQUIVO EM PDF NA YAMAHA DO JAPÃO A NÃO SER EM INGLÊS. Interessados, favor colocarem seus e-mails em "comentários" para contato.

domingo, 27 de janeiro de 2008

AVISO AOS ANUNCIANTES

Por favor, se por acaso fechar negócio com seus equipamentos, me comuiquem para que se faça a devida atualização do blog, vc é muito importante para o crescimento e reconhecimento deste trabalho, muito obrigado e participe.

Grande abraço a todos,
Mário Alves.

domingo, 20 de janeiro de 2008

OXIDAÇÃO, A DOENÇA!!!


Lembre-se de que a oxidação que ataca os parafuso, molas de ponte, carrinhos, tarrachas e captadores, não inicíam do nada, geralmente começam nas cordas, quando por descuido ou esquecimento não são trocadas antes de oxidarem.
Quando vibradas as cordas oxidadas dão literalmente um "banho" de pólipos de ferrujem nos pontos metálicos das guitarras e baixos, por isso, lembre-se de não deixar isso acontecer e troque as cordas de sua guitarra/baixo de acordo com a seguinte sujestão, guitarras que ficam em estudio ou lugares de interior, 60 a 90 dias, e guitarras de litoral ou proximas a costas de montanha (muita humidade). de 40 a 50 dias, até porque, a oxidação, mesmo que em pequeno estágio, torna a afinação do intrumento mais difícil, tocabilidade desconfortável e o som da corda fica "surdo" e sem sustain. Lembro que a sujestão acima citada, pode não ser aplicada em todos os casos, há também pessoas que tem o suor mais ácido que o normal, e é sugerido que se procure um dermatologista que pode ajudar a solucionar esse problema fácilmente.

Mantendo as cordas livres de oxidação, voçê também está conservando mais seu instrumento, e evitando futuros gastos com manutenção e limpeza, pense nisso, proteja seu investimento para que ele proporcione a voçê muita alegria e prazer.

sexta-feira, 2 de novembro de 2007

Apostila do Treinamento de Manutenção Prática de Guitarras (revisado em 10/06/2008)

Caro visitante, no conteudo do texto a seguir, refere-se a um curso de manutenção avançada de guitarras que ministro na escola de música onde fica minha oficina, sendo assim, talvez você não se sinta a vontade para seguir os procedimentos sugeridos no texto, até porque, em muitas das práticas descritas, é recomendado o acompanhamento do luthier responsável, orientando no andamento das aulas e manuseio das ferramentas.
O texto em questão, pode ser muito útil como material de consulta, para diagnósticos e constatação de eventuais problemas. Não me responsabilizo por danos causados por má interpretação ou acidentes por imperícia do usuário, o uso das ferramentas e materiais descritos na apostila, deve ser acompanhado por profissional habilitado.
Boa Leitura....


Treinamento de Manutenção Prática de Guitarras




Lista de material de trabalho:

- Chave phillips 3/16”x 4”
- Chave de fenda ¼”x 4”
- Chave de fenda 1/8”x 4”
- Chave Allen de 1,5 a 5 milímetros e de 1/16” a ¼” (se não tiver as originais da guitarra)
- Chave canhão de 5/16”(se não tiver a original da Gibson)
- Lima triangular p/serrote e lima redonda fina (espessura máxima de 1/4”)
- Cabo para guitarra
- Afinador eletrônico cromático, com graduação de 20% e 50%
- Manivela para encordoar
- Alicate de bico em ângulo
- Alicate de corte pequeno
- Régua de aço com passes de ½ milímetro.
- Ferro de solda de 20 a 35 watts com suporte e solda
- Serra Starret aço rápido 1832
- Estilete
- Cera de polir e liquido polidor de guitarra
- Esponja de aço
- Escova de aço
- Lixas d’água de 100, 240, 400, 600 e 1500.
- Fita crepe de 1/2”ou ¾”
- Óleo de peroba ou cedro
- Óleo tipo WD 40
- Álcool isopropílico e seringa descartável com agulha grossa
- Super Bonder liquida
- Algodão cru ou uma camiseta de malha velha
- Pote de plástico ou metal, para lavagem das ferragens

Este material não precisa ser levado para o treinamento, teremos material disponível para a didática.




1



Objetivo do Treinamento

Tornar o músico guitarrista hábil para solucionar problemas eventuais de forma simples e ter um bom resultado na manutenção periódica do seu instrumento, tendo conhecimento do processo de afinação de oitavas ajustes, regulagens e uma visão técnica mais profunda do instrumento, inclusive da parte elétrica.
Não trataremos diretamente de assuntos históricos sobre as guitarras, porém podemos durante a aula tecer comentários a respeito.



Retirada das cordas e retirada do braço da guitarra (caso seja parafusado, se for colado, trabalharemos com a guitarra toda na bancada).

- Coloque a guitarra “de bruços” sobre a bancada, previamente forrada com uma toalha velha, com a chave Phillips afrouxe os parafusos que fixam o braço no tróculo (encaixe) do instrumento. Retirados todos os parafusos, verifique se o braço sai facilmente, se não, vire a guitarra para cima na bancada e com atenção e firmeza retire o braço do tróculo, segure a guitarra firmemente com a mão esquerda e com a direita retire o braço fazendo movimentos para frente e para trás, nunca force para os lados, e se houver calço em baixo do braço, guarde-o para recolocá-lo.

Retirada da ponte e cordal.

- As guitarras tipo Lês Paul e SG são fáceis de se retirar estas ferragens, o cordal solta-se assim que retiradas as cordas e a ponte fica pousada sobre os parafusos de ajuste de altura, retire-a puxando para cima, em seguida com a chave de fenda de ¼ , retire os parafusos do cordal e da ponte, se os parafusos estiverem muito apertados, forre a ponta da chave com um pouco de fita crepe para não “ferir” o cromado do parafuso. Alguns parafusos de ajuste de ponte são fixos no corpo, nesse caso deixe-os onde estão. Muita atenção com chaves de fenda, costumam escorregar do parafuso e podem danificar a pintura.

- As guitarras do tipo Telecaster possuem ponte fixa por parafusos Phillips que ficam em baixo dos carrinhos, com a chave Phillips, retire os carrinhos tomando o cuidado de guardá-los em local seguro, depois retire os parafusos que fixam a ponte. Detalhe, o captador da ponte é fixo na mesma, retire os três parafusos que fixam o captador e ponha-o solto dentro da cavidade dele mesmo.



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Retirada da ponte (continuação)

- As guitarras tipo Stratocaster possuem ponte móvel, recurso mecânico que possibilita a execução da técnica de tremolo, vire o corpo da guitarra “de bruços” novamente e retire a tampa traseira da guitarra, ali ficam alojadas as molas e seu mecanismo de ajuste, com a chave Phillips afrouxe os dois parafusos que ajustam as molas e retire-as em seguida. Recoloque a guitarra de frente, com a chave Phillips retire os seis parafusos que fixam a ponte. Nas guitarras do modelo Stratocaster American Standard a ponte trabalha em pequena flutuação, fixada por apenas dois parafusos, que apenas apóiam a ponte sob pressão das molas e das cordas. Nesse caso a ponte cairá assim que retiradas as molas e em seguida retiram-se os dois parafusos.

Limpeza da escala

- Antes de iniciar a limpeza da escala, forre a pestana da guitarra com fita crepe. Se a guitarra for de braço colado, proteja a pintura do corpo da guitarra próximo a escala com fita crepe e papel. Se houverem incrustações na escala, não há problema em poli-las, entretanto se quiser, pode revesti-las com fita crepe.

- Escala em rosewood, com trastes em boas condições, podem ser limpas com a ajuda de uma esponja de aço passada sobre a madeira e os trastes oxidados, no sentido dos trastes e em seguida, no sentido da escala, depois passe cera de polir nos trastes e com um pedaço de algodão ou uma camisa de malha velha, passe a polir os trastes e a escala vigorosamente, em seguida passe óleo de peroba ou cedro na madeira da escala e com um algodão retire o excesso do óleo.

- Escala em maple, com os trastes em boas condições, podem ser limpas da seguinte forma: forre toda a escala com fita crepe, deixando os trastes expostos, para isso, com a ajuda do estilete, com cuidado e atenção, retire as fitas que estiverem cobrindo os trastes, deixando a superfície da escala forrada. Use uma esponja de aço para limpar os trastes oxidados e em seguida retire as fitas com cuidado para não arrancar a laca da escala, passe a cera de polir em toda a extensão da escala e com o algodão ou a camisa de malha velha siga a polir vigorosamente. Não é necessário passar óleo de peroba em escalas em maple.





3





Trastes marcados e gastos

- Lembre-se de que se for uma guitarra com braço colado, deve-se proteger a pintura com fita crepe e papel.
- Se os trastes estiverem marcados e gastos, pode-se recuperar a tocabilidade do instrumento com o uso de lixas. Verifique se o braço está bem reto, se não, com a ferramenta própria ajuste o tensor do braço (truss-rod) de forma que fique reto. Geralmente os braços apresentam uma suave curvatura para trás devido a regulagem que havia sido feita antes. Se for isso, com a devida ferramenta, em sentido anti-horário, afrouxe um pouco o truss-rod, verifique se o braço ficou reto, olhe em perspectiva das altas para as baixas.
Tendo sido ajustado o braço, verifique a madeira da escala, se for maple, forre toda a extensão da escala com fita crepe antes de iniciar e deixe os trastes expostos, comece a lixar os trastes uniformemente em toda a escala com a lixa 100, use um taco de madeira forrado com carpete ou espuma e enrole a lixa no mesmo para que o trabalho fique uniforme, cuidado para não lixar demais os cantos dos trastes. Vá lixando e observando os trastes. Quando as marcas estiverem quase sumindo, passe a lixar no sentido dos trastes com a lixa enrolada no dedo indicador, lixe de forma a arredondar um pouco os cantos do traste e lixe bem em cima do traste para que as ranhuras da lixa sumam e não atrapalhem a execução. Faça o mesmo com as lixas 240, 400, 600 e 1500. depois faça a limpeza como já mencionado anteriormente.
- Se os trastes estiverem muito marcados, a solução seria limá-los para depois fazer o nivelamento com lixa mencionado acima, ou até a substituição dos trastes.

Limpeza e polimento da pintura

- Stratocaster:
Retire o pickguard e a canoa do jack com a chave Phillips, corte os fios do jack e o fio terra que fica soldado na chapa do mecanismo de ajuste das molas. Com o corpo livre de obstáculos, passe cera de polir ou polidor de guitarra e com o algodão cru ou uma camisa de malha velha, passe a polir, se o acabamento for natural-encerado, passe óleo de peroba e de polimento.
- Telecaster:
Retire o pickguard com a chave Phillips e ponha de lado na bancada sem retirar os fios, retire a placa de metal da parte elétrica e ponha de lado na bancada, também sem retirar os fios. Faça o polimento em metade da face frontal, depois “desvie” as placas para o outro lado e termine o polimento.




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Limpeza das ferragens

- Coloque todos os itens da ponte, desmontados, dentro de um pote com óleo tipo WD, no caso de pontes tipo fender, devem-se desmontar também os carrinhos. Depois do banho de óleo use uma escova de aço para limpar as oxidações, se quiser, pode usar esponja de aço nas chapas cromadas, mas não force muito, depois seque os carrinhos do excesso de óleo, seque também as chapas e passe pasta de polir, use algodão cru para o polimento. Monte os carrinhos em seus lugares, respeitando a ordem e tamanho das peças, instale a chapa da ponte com seus seis parafusos, instale também as molas traseiras do tremolo e aperte um pouco os parafusos de ajuste. A ponte da Telecaster deve ser instalada sem os carrinhos, faça uma limpeza nos pólos do captador com a escova de aço e óleo WD, seque o excesso e coloque o captador de volta a placa, parafuse-a no corpo e depois coloque os carrinhos.
- Nas LPs e SGs, use uma escova de aço para limpar os carrinhos da ponte tune’o matic, seque o óleo excedente dos parafusos do cordal e da ponte, se os parafusos apresentarem oxidação nos encaixes onde o cordal fica apoiado, use esponja de aço com óleo ou escova de aço para retirada da oxidação, lave bem as peças com óleo. Instale os parafusos, cordal e ponte, não se preocupe em ajustar altura das cordas.

Parte elétrica Stratocaster

- Na guitarra Stratocaster, com a chave Phillips, retire os parafusos que fixam a placa e a conoa do jack, com o alicate de corte, retire os fios do jack e do terra que fica atrás da guitarra. Você identificará os seguintes componentes:

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Parte elétrica Stratocaster (continuação)

- Os captadores devem ser retirados um por vez para a limpeza. Retire primeiro o do braço, afaste-o da placa com cuidado para não danificar os contatos, retire o cover de plástico mas não mexa na bobina nem nos contatos, passe óleo WD nos pólos do captador e em seguida escove-os com a escova de aço com cuidado para não atingir a bobina. Limpe com um pano velho e faça o mesmo com os parafusos que fixam o captador, se os parafusos estiverem muito oxidados, você pode usar uma lixa média (240) e depois passar a escova de aço. Limpe o cover com polidor e também as bordas da placa onde vai ficar o captador e reinstale-o. Faça o mesmo com os outros.

- A chave seletora às vezes gera ruído devido à oxidação dos pólos, geralmente a utilização de álcool isopropílico ou limpa contatos spray resolve o problema. Se você não tiver esse material, o óleo WD também resolve, porém é uma solução provisória e mesmo usando o álcool ou o limpa contatos é bom jatear um pouco de óleo no eixo da chave. Lembre-se de movimentar bem as chaves e os potenciômetros após a limpeza e que a qualidade do som de todo o conjunto elétrico depende de uma boa condução eletrônica.

- Os potenciômetros podem ser limpos com a seringa e o álcool isopropílico, entretanto verifique antes o quanto de ruído é gerado pelo potenciômetro, se estiver muito danificado tente limpá-lo com o óleo WD, porém o melhor a fazer é substituí-lo por um novo do mesmo valor de impedância.

- O Jack é um componente muito barato, recomendo a recuperação se for um jack de construção robusta. Para limpá-lo, use uma lima redonda para desbastar a oxidação que se alojou no canal do terra e em seguida faça um contonete de esponja de aço e umedeça com álcool isopropilico e passe a limpar as paredes internas do canal do terra. A ponta do contato do positivo, deve ser limpa com uma lixa fina e álcool isopropilico.



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Parte elétrica Telecaster

O procedimento de limpeza é muito parecido, entretanto, temos nessa guitarra, um captador instalado dentro da ponte, portanto a limpeza deste já foi feita quando recolocada a ponte, sobra para limpar o outro captador, que pode ser limpo com um pano com pasta de polir, todos os outros componentes são iguais aos da Stratocaster, mas há uma observação a fazer quanto ao jack da Tele, ele sai pela cavidade onde ficam os pots e a chave seletora, não há dificuldade em tirá-lo, entretanto recoloca-lo pede mais atenção.

Recolocação do braço

- Coloque a guitarra deitada para cima, verifique se, quando você retirou o braço se havia algum calço e recoloque-o no lugar onde estava, limpe os parafusos de fixação do braço, ajuste o braço no tróculo do corpo e aperte-o bem para que encoste no fundo. Levante a guitarra segurando o braço junto ao corpo, posicione a chapa de metal atrás o corpo e coloque os parafusos, lembre-se de que você está colocando o braço de uma guitarra, fixe-o com muita firmeza, o sustain do instrumento depende diretamente deste fator e, depois de postas as corda, verifique se ficou centralizado, se não, afrouxe um pouco as cordas, afrouxe um pouco os parafusos de fixação do braço e ajuste na posição correta puxando o braço para onde você quer, mantenha-o posicionado enquanto aperta novamente os parafusos de fixação.

- Calços podem ser usados para melhor angular o braço da guitarra, aumentando a margem de ajuste da altura dos carrinhos e possibilitando um ajuste mais refinado, mas não exagere, pois terá que tirar o braço de novo para retirar o calço excedente.

Parte elétrica LPs e SGs

- O acesso à parte elétrica destas guitarras fica atrás do corpo, devendo-se retirar os parafusos das placas. A maior acomoda os potenciômentros e a menor, circular, a chave seletora. O jack fica em uma placa quadrada na face lateral das LPs e em algumas SGs fica junto dos potenciômetros na frente da guitarra.

-As chaves de três posições das SGs e LPs costumam acumular boa quantidade de sugeira devido a forma com que trabalham, o ideal é retirar a chave da sua cavidade e usar uma lixa fina(400), nos pólos da chave para melhorar o contato, depois o procedimento de limpeza é o mesmo já mencionado porém, recomendo não usar o álcool isopropílico nas guitarras da marca que originou esses modelos, tanto na chave quanto nos potenciômetros, devido a sua pintura, que mancha com facilidade com alguns produtos, até mesmo com suor, portanto use o óleo tipo WD que você terá um bom resultado, em outras marcas você pode usar o álcool ou o limpa contato. Lembre-se de movimentar bem as chaves e os potenciômetros após a limpeza. A qualidade do som de todo o conjunto elétrico depende de uma boa condução eletrônica.



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Parte elétrica LPs e SGs (continuação)

- Os captadores das SGs e LPs podem ser retirados para limpeza, retire-os da moldura com a chave phillips ou a chave fenda 1/8”, e se forem cobertos (cromados), use pasta de polir e algodão, se forem dourados, use somente óleo wd e algodão, se tiverem oxidação, antes do polimento passe um pouco de esponja de aço e óleo wd com suavidade, depois seque e dê o polimento. Se forem descobertos, afrouxe os parafusos dos pólos a uma altura de 3 milímetros, o suficiente para afastá-los da parte plástica, escove-os com a escova de aço e o óleo WD, aperte os parafusos no lugar e, se os pólos chatos estiverem muito oxidados, passe (com óleo wd) lixa número 400 até a ferrugem ser reduzida, em seguida passe a lixa numero 600 e por último uma lixa numero 1200 ou 1500, (pode-se usar também álcool isopropilico para limpa-los), depois de polimento com a pasta de polir e algodão vigorosamente, para que a parte plástica fique brilhando de novo. Lembre-se de recolocar as molduras e molas dos captadores na posição correta, que geralmente apresenta os captadores com os pólos de parafuso em extremos opostos e a face lateral inclinada (a mais alta pra ponte e a mais baixa pro braço).

Como soldar componentes da guitarra

- O ferro de soldar é uma ferramenta simples, entretanto, deve-se tomar cuidado para não ter contato com a ponta, é realmente muito quente, use sempre um suporte próprio para o ferro e o mínimo de voltagem para o nosso trabalho é de 20 watts, e a solda não precisa ser especial. Antes de soldar verifique se os contatos e fios estão limpos, ajuste a ponta do fio que vai ser soldado no contato e em seguida aqueça toda a superfície que recebera a solda (fio e contato). Deposite a solda junto da ponta do ferro em contato com o local que você quer soldar, espere a solda ficar com aparência de chumbo derretido e retire o ferro.



- O nosso trabalho de laboratório será trocar o jack da guitarra. Os pólos do jack são de fácil identificação. Passe uma lixa média (240) nos pólos para que recebam melhor a solda, passe a ponta descascada dos fios pelos furos dos respectivos pólos, terra e positivo, aqueça a união (fio+pólo) com o ferro quente e deposite a solda sobre a ponta do ferro, derretendo a solda sobre os contatos, aguarde que a solda fique quente a ponto de parecer chumbo derretido, em seguida retire o ferro.




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Reparos eletrônicos

- Se sua guitarra tem um captador que não “fala” ou soa muito baixo, pode ser que o contato do mesmo esteja rompido ou deficiente. Verifique os contatos na chave seletora e nos potenciômetros. Com a ajuda de um esquema da sua guitarra, que pode ser baixado dos sites de fabricantes de captadores, procure a possível falha, encontrado o problema, afaste com cuidado os fios que estão ao redor do local a ser reparado, aqueça o contato do componente que vai receber o fio e com o alicate de bico guie a ponta do fio partido devolta ao contato do componente, mantendo o ferro apontado no contato. Aguarde a solda derreter bem e se necessário acrescente um pouco mais de solda. Faça o teste dos captadores antes de fechar a guitarra, ligue um cabo ao amplificador e com um diapasão de garfo, excite os captadores, lembrando de selecionar a chave para o captador que você está testando.

Modificações

- Trocar um captado requer bom senso e conhecimento do timbre que você deseja obter, por isso procure amostras em mp3 disponíveis nos sites dos fabricantes, lembre-se de valorizar o seu estilo e gosto musical na hora da escolha, captadores avulsos costumam ter preço elevado, por isso faça uma escolha sensata.
Tome cuidado com o tamanho dos captadores, existem captadores do tipo humbukers que são maiores na largura e tem pólos mais espaçados para usar em pontes com micro-afinação, se colocados em uma LP ou SG vão ficar desproporcionais. Recomendo que sempre opte por captadores que sejam do tamanho e som adequados à necessidade que vão suprir. Se optar por captadores ativos, verifique antes se sua guitarra tem espaço interno suficiente para acomodar a bateria 9v.

- Selecionado o novo captador, abra a embalágem, e procure o mapa de instalação do fabricante, que geralmente vem com várias opções de instalação, quando passivos. Captadores ativos não possuem mais do que um esquema, que deve ser seguido à risca.

- Se for uma Strato, retire a placa para trabalhar na eletrônica, se for uma Tele, você deverá retirar a placa, a tampa metálica e a ponte, nas LPs e SGs retire a maior tampa traseira, se for tirar o captador do braço, retire também o da ponte pois ele atrapalha a passagem da fiação. Retire a solda do contato do captador original, retire o captador da placa ou moldura, coloque o novo captador na placa ou moldura, descasque a ponta do chicote do novo captador, identifique a fiação e proceda como o recomendado pelo fabricante, passe um pouco de solda nos fios e nos contatos, aproxime-os com o alicate de bico e solde os fios nos contatos “terra e positivo” e faça o teste com a tampa ou placa ainda aberta caso precise fazer algum ajuste. Tome cuidado para não deixar a solda escorrer de um contato para outro, e não exagere na quantidade de solda.



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Colocação das cordas

- Coloque as cordas com o de costume, somente tomando precaução para não acumular muitas voltas de corda nas tarrachas, para um bom resultado na colocação, passe a corda pelo furo da tarracha, estique a corda e em seguida, na altura do décimo segundo traste, introduza sua mão em baixo da corda como um “golpe de karatê”, marque a corda na tarracha, dê uma laçada na corda e enrole em espiral a partir dali, corte a sobra da corda, afine e tensione as cordas encapadas, puxando-as um pouco, para que fiquem estáveis. Para ajustar a altura das cordas nas SGs e LPs é só ir subindo os parafusos de ajuste, na Strato e na Tele, você usa uma chave Allen para subir ou descer os carrinhos, lembrando que ainda falta o ajuste do truss-rod.

Ajuste do braço

- Depois de pré-afinada a guitarra, faça uma checagem no braço, ponha a guitarra deitada na bancada e pressione a corda “E 6” na primeira casa e na casa que liga o braço ao corpo, no paralelo entre a corda e a escala, mais ou menos na altura da quinta casa, deverá haver espaço entre a corda e o traste suficiente para um cartão de visita. Possivelmente o espaço será maior, então teremos que ajustar o truss-rod. Esse recurso permite que a relação de tensão entre o braço e as cordas, seja ajustado de forma a aproximar as cordas da escala. Apertando o truss-rod no sentido horário, ele puxará o braço para trás, aproximando as cordas, e no sentido contrario, ele afastará as cordas.
- Se as cordas estiverem afastadas, gire a ferramenta no truss-rod por ¼ de volta no sentido horário, e não mais que isso. Reveja a afinação, afine e confira o resultado, se necessário ajuste mais uma vez com os mesmos ¼ de volta, reveja a afinação e confira até que fique a contento.
- A ação das cordas nas notas altas também deve ser ajustada. Verifique com a régua de aço na décima segunda casa e, com a chave Allen correspondente ao ajuste da altura dos carrinhos, suba ou desça os parafusos de forma que as cordas 1, 2 e 3 fiquem com 2 milímetros de altura da corda para o décimo segundo traste e 2,5 milímetros nas cordas 4, 5 e 6, lembro que esse padrão pode sofrer pequenas alterações de acordo com cada instrumento, siga o seu bom senso.

Ajuste da pestana

- Os sulcos onde pousam as cordas na pestana, também devem ser ajustados. Verifique a altura da primeira corda em relação ao primeiro traste, pressionando a corda na terceira casa. O espaço que resta ali, deve ser suficiente para passar uma folha de papel comum, aquele tipo oficio. Se estiver maior que isso, com suavidade, use a serra 1832 ou a lima para serrote, para retirar parte do material da pestana dentro do sulco da primeira corda. Esse é um processo lento e cauteloso, se passar do ponto até tem como consertar, mas evite, Cuidado com o acabamento da mão da guitarra, se for preciso, forre com papel e fita. Faça os ajustes aos poucos e confira a cada duas ou três passadas da serra/lima.


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Ajuste da pestana (continuação)

- Ajustada a primeira corda, prossiga ajustando da mesma forma a segunda e a terceira corda, porém na quarta corda pra cima, seja mais generoso na altura das cordas, deixe com altura suficiente para um cartão de visita. Confira o resultado, toque corda por corda e verifique a sustentação da nota de cada uma. Depois de ajustadas todas as cordas repasse a afinação.

Afinação de oitavas

- Deixe a afinação o mais exata possível, confira a afinação da primeira corda na décima segunda casa. Se a nota estiver passando do ponto zero do afinador, aperte o parafuso com a chave phillips que fará o carrinho aumentar o tamanho da corda, nas guitarras modelo strato e tele. Afrouxe com a chave fenda de 1/8 se for ponte tune’o matic, que fará o mesmo efeito de aumento de tamanho. Dê umas duas voltas no parafuso e confira a afinação, afine a corda solta e confira a décima segunda casa possivelmente a afinação vai baixar e se aproximar ou ficar exata, se passar do ponto, faça o movimento inverso no parafuso do carrinho que a corda vai diminuir de tamanho e a nota vai subir novamente. Se a nota estiver longe de chegar no ponto zero, continue o processo de ajuste e repasse a afinação da corda solta a cada tentativa e depois confira a nota da décima segunda casa, vá ajustando aos poucos, meia volta no parafuso a cada vez e sempre conferindo no afinador eletrônico.
- Afinadas todas as cordas, confira uma por uma corda solta e oitava correspondente, se alguma ainda não acertou, prossiga com a afinação naquela corda.

Ajuste de altura dos captadores

-Este ajuste equilibra o som entre um e outro captador além de proporcionar o melhor desempenho do captador na guitarra.
-Precione a corda “E 1” na décima segunda casa, os captadores devem ficar próximos da corda 4 milímetros para os single coil e de 2 a 3 milímetros para os humbukers, prossiga ajustando-os girando os parafusos de ajuste que fixam os captadores na placa/moldura, faça o mesmo com a corda “E 6”. Se forem captadores ativos, aproxime-os das cordas o Máximo que puder, isso é recomendado pelo fabricante. Essas medidas não são definitivas, confira o som de cada captador separadamente e decida se deve aumentar ou diminuir um ou outro, mas inicie com as medidas padrão.

Considerações finais

- Aprimore seu ouvido, tenha bom senso e bom gosto, mas principalmente, lembre-se de quem vai usar o instrumento, procure saber como toca, que estilo musical agrada mais o proprietário e quais as particularidades que devem ser observadas devido a isso, seja profissional.

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Índice de capítulos



- Lista de material........................................................... 01
- Objetivo do treinamento.............................................. 02
- Retirada das cordas e do braço................................... 02
- Retirada da ponte e do cordal............................... 02/03
- Limpeza da escala......................................................... 03
- Trastes marcados e gastos.......................................... 04
- Limpeza e polimento da pintura................................. 04
- Limpeza das ferragens................................................. 05
- Parte elétrica da Stratocaster............................... 05/06
- Parte elétrica da Telecaster........................................ 07
- Parte elétrica das LPs e SGs.................................07/08
- Recolocação do braço................................................... 07
- Reparos eletrônicos..................................................... 09
- Modificações................................................................. 09
- Colocação das cordas................................................... 10
- Ajuste do braço............................................................. 10
- Ajuste da pestana....................................................10/11
- Afinação de oitavas...................................................... 11
- Ajuste de altura dos captadores................................. 11
- Considerações finais......................................................11

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